Monday, July 21, 2008

Nem eu sei

Nem eu sei,
quantas vezes cá estive,
quantas vezes me levantei.

Quantos partos passei
num e noutro papel,
onde a Luz era lei.

Minhas mães e pais,
depois filhos e avós,
continuamente brilhais

Fraca tenho a voz
de tanto a usar
prazer e dor atroz.

Marés de sorte
tsunamis de azar
boa e má morte.

Vidas que vivi
sonhos que sonhei
minha luz abri

Bing bang... estive lá
mas aqui agora estou
da luz também sou.

Antes e depois
humana engenharia.
Agora: sois

Presentes encadeados,
impermanência subtil,
pensamentos descuidados.

De tudo senti
de tudo já vi.
Venha mais por aqui !

Que alma minha é
neste corpo decadente
onde milénios de fé

esperaram pelo momento
em que a Luz Grande
tenha o seu final alento.

E depois?
Venha outro tanto,
por quem sois!

(Zé Cortes, 21/7/2008)

3 comments:

jguerra said...

Olá. É bem verdade que é difícil fazer selecções, escolhas, entre o que vivemos e sentimos... apenas desejar mais, sempre e sempre mais.
Um abraço

Mestre Viktor said...

Sim senhor,
deveras inspirado, pois a profundidade das palavras proferidas são de quem está a caminho de um patamar espiritual elevado.
Saudações Reikianas.
NAMASTÊ

Zé Cortes said...

A ideia comum de materialismo e de ter não nos permite ver com clareza que podemos Ser e de facto Viver Felizes uns com os outros, que ao fim e ao cabo, é a mesma Entidade.
Obrigado pelos vossos comentários, estou grato do fundo de mim.

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